quarta-feira, 7 de março de 2012

O lobo, as mulheres,
o sono cortado,
um espelho quebrado
e acordo assustada
as palavras jorrando,
o sonho que volta, recorre,
é o mesmo.
Desisto do sono,
levanto e escrevo.
Elas dançam, me puxam
sacodem, retumbam com força
e crueza
na mente insone.
O velho, o chulo.
Minha língua se choca, com força,
no céu da tua boca.
Teus dentes, tão brancos,
arrancam pedaços
da carne febril
mastigam, trituram
e cospem pro alto
fetiche e luxúria.
Um filme,
 uma cena,
me viro na cama
e as vozes
 não param.

2 comentários:

Júlia R. disse...

Perfection...

Ana Paula Fanon disse...

A poesia é a verdadeira insônia criativa.

Gostei !!!!

Beijos
Ana Paula F

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